A busca por qualidade de vida e acesso à saúde de qualidade acaba de dar um passo importante no interior da Bahia. Uma parceria estratégica entre a Associação de Apoio aos Povos Indígenas do Brasil (ASSOCIAÇÃO API BRASIL) e a Câmara de Vereadores de Itaju do Colônia – BA está desenvolvendo um projeto inovador focado no bem-estar das comunidades locais e da população indígena.

O destaque da reunião foi a possibilidade de implantar no município um jardim medicinal/terapêutico, primeira etapa para projetos maiores de atenção à saúde como as Farmácias Vivas.

O Papel da Associação API BRASIL e do Legislativo Local
Para que políticas públicas de saúde sejam efetivas, a união de forças é essencial. A atuação conjunta da API BRASIL com os vereadores de Itaju do Colônia demonstra um compromisso real com as comunidades tradicionais e a população em geral. O objetivo é resgatar e valorizar a medicina tradicional, integrando-a ao sistema de saúde local de forma segura e acessível.

Essa iniciativa visa não apenas o tratamento de enfermidades, mas também o fortalecimento da autonomia comunitária, gerando saúde, sustentabilidade e valorização dos saberes ancestrais.

Pesquisa de Ponta: Pesquisa de Pós-Doutorado Júnior (PDJ) pela Fundação Oswaldo Cruz, Instituto René Rachou, Fiocruz-Minas
O que torna a possibilidade da organização e execução de um jardim terapêutico real no município de Itaju do Colônia é a participação da Dra. Marcella Gomez Pereira (bolsista PDJ), que tem contribuído com ações socioambientais junto à API Brasil.

A pesquisa que a Dra. Marcella vem realizando como bolsista tem a intenção de desenvolver uma proposta de Farmácia Viva para o Território de Identidade Litoral Sul, garantindo rigor científico, segurança sanitária, respeito à biodiversidade e aos povos originários.

Perspectivas para 2027: O Futuro da Saúde no Município
Com o apoio da gestão municipal, em 2027 poderão ser realizados o levantamento da biodiversidade local já em uso pela população de Itaju do Colônia, estudos fitoquímicos e testes in vitro, fomentando o ciclo de autocuidado e autoatenção e promovendo estratégias para a assistência de atenção primária à saúde.